Clima azeda ainda mais com decisão de Toffoli indicar peritos sem consultar PF; decisão é incomum

  • 16/01/2026
(Foto: Reprodução)
Clima azeda ainda mais com decisão de Toffoli indicar peritos sem consultar PF A decisão do ministro Dias Toffoli de indicar nominalmente quatro peritos da Polícia Federal para atuar no caso Banco Master azedou de vez a relação entre a corporação e o Supremo Tribunal Federal (STF). Nos bastidores, o movimento foi lido pela cúpula da polícia como um recado duro: "Não quero a participação institucional de vocês". O procedimento adotado pelo ministro é considerado incomum. O rito burocrático padrão seria o STF encaminhar a demanda ao Instituto Nacional de Criminalística, que possui um corpo de mais de 200 peritos, para que a própria direção do órgão designasse os profissionais de acordo com a especialidade necessária. Ao chegar com uma lista pronta de quatro nomes, sem consultar a direção-geral, Toffoli atropelou a autonomia administrativa da polícia, gerando forte mal-estar. Apesar do ruído político, a apuração do blog confirma que os nomes selecionados à revelia da direção possuem a mais alta qualificação técnica para a complexidade do caso. O destaque da lista é o atual chefe da área de perícia em informática. Ele é o criador de um sistema revolucionário chamado IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). O IPED é considerado o cérebro das grandes operações hoje (como a Lava Jato e os atos de 8 de janeiro). O software funciona como um agregador universal de provas: quando a polícia apreende um celular, o sistema processa todas as plataformas (WhatsApp, e-mails, galeria de fotos) e indexa o conteúdo em uma base única Isso permite que os investigadores façam uma busca por palavras-chave em milhares de arquivos simultaneamente, cruzando dados que estariam dispersos em aplicativos diferentes. Quem são os peritos escolhidos A lista elaborada por Toffoli pinça quadros técnicos de alta especialização dentro da Polícia Federal: O primeiro indicado é o chefe da área de informática da PF. Ele é uma referência no setor por ter criado o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Esse software é a ferramenta mais poderosa da polícia hoje: ele indexa todo o conteúdo de um celular apreendido (fotos, chats, e-mails) e permite buscas por palavras-chave, cruzando dados de forma rápida. O segundo nome é o subchefe da mesma área de perícia em informática, que atua diretamente com o desenvolvedor do software. O terceiro perito tem currículo voltado para a economia e mercado financeiro, indicando um foco na complexidade das transações bancárias do caso Master. Há ainda um quarto nome na lista cuja especialização específica não ficou clara para interlocutores da área. Dias Toffoli viajou em avião particular junto com advogado do Banco Master AFP via BBC

FONTE: https://g1.globo.com/politica/blog/julia-duailibi/post/2026/01/16/clima-azeda-ainda-mais-com-decisao-de-toffoli-indicar-peritos-sem-consultar-pf-decisao-e-incomum.ghtml


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