Polícia quer ouvir vítima de novo e deve concluir até quinta inquérito sobre advogada argentina acusada de racismo em bar de Ipanema

  • 20/01/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia investiga advogada argentina por ofensas racistas em Ipanema A Polícia Civil do Rio vai ouvir novamente a vítima e espera concluir até quinta-feira (22) o inquérito que apura a acusação de racismo contra a argentina Agostina Páez, de 29 anos. A advogada e influenciadora foi flagrada em vídeo (veja acima) fazendo gestos e ofensas a um funcionário de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio. O caso foi na última quarta-feira (14). Segundo o delegado Diego Salarini, titular da 11ª DP (Rocinha), o procedimento será encaminhado ao Ministério Público ainda nessa semana após a realização de novas diligências. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Agostina já prestou depoimento à polícia e disse ter ficado surpresa com a intimação. Segundo ela, os gestos teriam sido uma “brincadeira” direcionada às amigas, e não ao funcionário do bar. A versão, no entanto, é contestada pelas imagens que circulam nas redes sociais, nas quais a advogada aparece chamando o funcionário de “mono” — termo em espanhol que significa "macaco", associado a uma ofensa racial — e imitando um macaco. Leia também: Advogada, influencer e filha de empresário: quem é Agostina Paez, argentina investigada por gestos racistas no Rio Agostina Paes, investigada por ofensas racistas Reprodução “Ela alegou que, na verdade, os gestos corporais simulando um primata estavam voltados às amigas em tom de brincadeira, não ao ofendido”, disse Salarini. Ao g1, a advogada afirmou que teria sido provocada por atendentes do bar, que, segundo ela, fizeram gestos obscenos e tentaram enganá-la no pagamento da conta. Ainda assim, admitiu que errou. “Minha reação de fazer aqueles gestos para minhas amigas depois de ser provocada foi errada, mas eu nem sabia que eles estavam nos observando. Não sabia que era crime no Brasil”, afirmou. Impedida de deixar o país Advogada argentina é acusada de racismo contra atendente de bar Por determinação da Justiça, a pedido da Polícia Civil, Agostina deveria ter o passaporte apreendido e precisa usar tornozeleira eletrônica – até esta segunda, segundo O Globo, a tornozeleira não havia sido instalada. Como ela entrou no Brasil apenas com a carteira de identidade, a Polícia Federal foi acionada para impedir que a advogada deixe o país utilizando o documento. O g1 e a TV Globo tentaram contato com a defesa de Agostina Páez, mas não tiveram retorno até a última atualização desta reportagem.

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/01/20/policia-quer-ouvir-vitima-de-novo-e-deve-concluir-ate-quinta-inquerito-sobre-advogada-argentina-acusada-de-racismo-em-bar-de-ipanema.ghtml


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