Profissionais da saúde protestam por melhores condições de trabalho e reajuste salarial em Boa Vista
21/01/2026
(Foto: Reprodução) Servidores da saúde municipal fazem paralisão por melhorias salariais e trabalhistas em Boa Vista.
Nylo Monteiro/Rede Amazônica
Servidores da saúde municipal iniciaram uma paralisação nesta quarta-feira (21) em busca de melhorias nas condições de trabalho e reajuste salarial. As manifestações ocorrem em frente ao Palácio 9 de Julho, sede da Prefeitura de Boa Vista, e ao Hospital da Criança Santo Antônio.
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As principais reivindicações são:
Retroativos do pagamento isonômico da APS referente ao ano de 2024;
R.G.A de 2024 8,16%;
Atualização do PCCR;
Auxílio alimentação
Enquadramento das turmas de 2008, 2011, 2014 e 2016, levando em consideração a data admissional;
Regulamentação em lei municipal do Ifa;
Convocação do ACS e ACE;
Retorno da gratificação do qualifica - PSS;
Flexibilização da carga horária do ACS e ACE com base na lei federal 11.350/06;
Nomeação dos representantes dos agentes na comissão de avaliação do PCCR lei municipal n° 2540/2024;
Atualização do valor do piso salarial na carteira "CTPS DIGITAL".
Os trabalhadores enviaram um ofício ao prefeito Arthur Henrique (PL) e a outras autoridades, como o Ministério Público e a Câmara Municipal. Nos documentos, as entidades solicitam uma reunião com o chefe do Executivo municipal.
O g1 procurou os citados e aguarda resposta.
A paralisão deve seguir até às 19h desta quarta-feira (21).
Nylo Monteiro/Rede Amazônica
Falta de diálogo
Em nota divulgada pelos profissionais, eles informaram que a paralisação ocorre "diante da persistente falta de diálogo por parte da Prefeitura de Boa Vista e da ausência de soluções concretas para os inúmeros problemas que afetam a saúde pública há anos".
A prefeitura reforçou, por meio de nota, que "vem adotando medidas voltadas à melhoria contínua das condições de trabalho, à garantia do pagamento dos benefícios previstos em lei e ao fortalecimento da transparência nos processos administrativos, incluindo as gratificações" (Leia a nota na íntegra abaixo).
Segundo Maceli Carvalho, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (Sintras), a paralisação deve seguir até as 19h, a depender de uma proposta do prefeito. Ao todo, são quatro sindicatos mobilizados.
“Nós estamos aqui para abrir esse diálogo, infelizmente, dessa maneira, mas é isso. A nossa ideia não é prolongar a paralisação. Pela nossa lei, podemos deflagrar uma greve geral, sim, mas queremos resolver isso de forma concreta ainda hoje. Não queremos fazer uma paralisação geral, esse é um fato”, afirmou.
Os servidores levaram cartazes com reivindicações por vale-transporte, flexibilidade na jornada de trabalho e frases como “Prefeito, a saúde não aguenta seu descaso!” e “O reajuste anual de salários é lei!”.
Participam do protesto farmacêuticos da atenção básica, farmacêuticos bioquímicos, técnicos em enfermagem, nutricionistas, agentes comunitário de saúde e endemias, motoristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Além de enfermeiros, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.
Os profissionais contam com o apoio do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (SINDACSE), do Sindicato dos Trabalhadores Municipais de Boa Vista (Sitram), do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Roraima (Sintras) e do Sindicato dos Condutores de Ambulância de Roraima (Sindiconam).
Nota da Prefeitura de Boa Vista
"A Prefeitura de Boa Vista reafirma seu compromisso com o diálogo institucional e com a construção de soluções que atendam aos servidores e à população, sempre respeitando os limites legais e orçamentários. Destaca que o prazo para aplicação de revisões salariais é março deste ano. Até lá, terá todas as demandas prontamente analisadas, com a mesma seriedade que a gestão trabalha.
Reforça que vem adotando medidas voltadas à melhoria contínua das condições de trabalho, à garantia do pagamento dos benefícios previstos em lei e ao fortalecimento da transparência nos processos administrativos, incluindo as gratificações.
Ressalta ainda, que a maior parte dos serviços de saúde seguem funcionando normalmente na capital".
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