Sem apoio dos aliados europeus, Trump oficializa criação de um 'Conselho da Paz' para reconstruir Faixa de Gaza

  • 22/01/2026
(Foto: Reprodução)
Donald Trump anuncia Conselho de Paz em Davos Sem o apoio dos aliados europeus, o presidente Donald Trump oficializou nesta quinta-feira (22) a criação de um "Conselho da Paz" para reconstruir a Faixa de Gaza. O conselho terá como líder vitalício e único com poder de veto, o próprio Trump. No palco, os líderes e representantes de 19 países aguardavam a entrada de Donald Trump. O presidente americano lançou a proposta de um Conselho da Paz. A missão inicial do Conselho é supervisionar a implementação do plano de paz na Faixa de Gaza. Donald Trump afirmou que o território palestino será desmilitarizado, governado adequadamente e lindamente reconstruído. O genro de Trump, Jared Kushner, apresentou projetos imobiliários que incluem áreas turísticas e arranha-céus. Mas o próprio Trump deixou claro que a atuação desse conselho pode ir muito além do território palestino. "À medida em que tivermos sucesso em Gaza, podemos expandir para outras áreas. Assim que este conselho estiver completamente formado, podemos fazer praticamente o que quisermos”. Trump disse que o conselho atuará em parceria com a ONU. Mas também criticou a organização, que segundo ele, tem um grande potencial, mas não usa. Participaram da assinatura 19 países - todos aliados de Trump. Democracias como Argentina, Paraguai, Hungria, Bulgária, Turquia, Kosovo, Armênia, Paquistão, Mongólia e Indonésia. Alguns que não têm democracia plena, como Marrocos e Jordânia. Seis regimes considerado autoritários: Azerbaijão, Uzbequistão, Cazaquistão, Bahrein, Qatar e Emirados. E uma ditadura, a Arábia Saudita. Rússia, China, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido e outros países europeus foram convidados, mas não assinaram o documento. Em entrevista ao jornal O Globo, o principal assessor internacional do presidente Lula diz que a proposta é confusa, e que é difícil o Brasil aceitar. Segundo Celso Amorim, o Conselho Representa, na prática, uma revogação da ONU, sobretudo na área de paz e segurança. "Essa parte, com certeza, eu não vejo como aceitar. Não dá para considerar uma reforma da ONU feita por um país", afirmou Amorim. O estatuto prevê que Donald Trump será o presidente vitalício do Conselho. E o único com poder de veto. Os outros integrantes terão mandatos de 3 anos. Mas quem quiser uma vaga permanente terá que pagar US$ 1 bilhão - mais de R$ 5 bilhões. O conselho faz parte do plano de Paz de Trump para Gaza, aprovado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas analistas têm criticado a criação do grupo, porque ele esvazia a ONU e dá poderes absolutos a Trump. A pesquisadora da Universidade de Oxford, Yassamine Mather, avalia que, ainda que a ONU tenha limitações, ela ainda é o fórum que reúne 193 nações do mundo todo. E o Conselho da Paz, anunciado pelo presidente americano, só teve a adesão de um número muito limitado de países, cujos lideres são próximos de Donald Trump. O convite para a Rússia, que há quase quatro anos lançou uma guerra contra a Ucrânia, chamou a atenção. Em Moscou, o presidente Vladimir Putin disse que aceitaria participar. Desde que a contribuição de US$ 1 bilhão possa sair dos ativos russos bloqueados pelo ocidente por causa da guerra. Depois da cerimônia, Donald Trump teve uma reunião a portas fechadas. Foi com Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Durou cerca de uma hora. Na saída do encontro, correspondente Bianca Rothier perguntou ao presidente americano o que faltava para fechar um acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. Trump respondeu que a reunião com Zelensky foi muito boa. Que agora os representantes americanos vão conversar com os russos. E que a guerra precisa acabar. O presidente ucraniano anunciou que delegações dos Estados Unidos, da Rússia e da Ucrânia vão participar de reuniões trilaterais, amanhã e sábado, nos Emirados Árabes. Vai ser a primeira vez que representantes russos e ucranianos vão se sentar juntos, na mesma mesa, numa conversa mediada pelos Estados Unidos. A correspondente Bianca Rothier perguntou ao presidente ucraniano se ele conseguiu acertar as garantias de segurança, que ele vem pedindo aos Estados Unidos. Zelensky revelou que o texto foi fechado. E explicou que agora precisa ser assinado pelos presidentes, para depois passar pelo parlamento da Ucrânia e pelo congresso dos Estados Unidos. No discurso em Davos, Volodomyr Zelensky também fez cobranças aos aliados europeus. Disse que a Europa é bonita, mas fragmentada, e que não se constrói uma nova ordem mundial com palavras. Zelensky defendeu que a Europa precisa mostrar força e assumir a liderança, em vez de tentar mudar Donald Trump. Sem apoio dos aliados europeus, Trump oficializa criação de um 'Conselho da Paz' para reconstruir Faixa de Gaza Reprodução/TV Globo

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/01/22/sem-apoio-dos-aliados-europeus-trump-oficializa-criacao-de-um-conselho-da-paz-para-reconstruir-faixa-de-gaza.ghtml


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